domingo, 18 de fevereiro de 2018

O roubo e profanação da "Pedra Negra" da Caaba, quando Alá foi sequestrado sem a defesa da sua "força aérea de pássaros"


Existe no Alcorão uma referência à fantasiosa narrativa de que Alá enviou pássaros para bombardear um exército, que incluia elefantes de guerra, destinado a destruir a Caaba. O curioso é que mais de um seculo depois deste evento imaginário, a Caaba foi destruída e a pedra negra sequestrada pela seita islâmica al-Qaramita. Na vida real, a "força aérea de Alá" não funcionou. 
A "Pedra Negra" do islão, que fica na Caaba, para onde muçulmanos do mundo inteiro rezam, foi roubada certa vez, e usada como latrina por mais de 40 anos, até que ela foi recuperada e trazida de volta para Meca. O sequestrador foi Abu Taher al-Janabi.

A seita al-Qaramita (ou Carmata), apesar de muçulmana (xiíta e ismaíli), recusava as regras do islão, e, no geral, achava o islão uma religião estúpida. Eles estabeleceram um estado, chamado de Estado al-Qaramita, no leste da Península Arábica ao longo do Golfo Pérsico em 899 D.C. Eles atacaram e conquistaram Meca no ano 930 D.C.

Durante o sequestro da pedra negra, al-Janabi matou seus irmãos muçulmanos que estavam circumbilando (andando em círculos) ao redor da Caaba e jogou alguns corpos no Poço Zamzam. No processo, a própria Caaba foi destruída, pois a pedra negra é um dos cantos da Caaba. Então, ele começou a grita para Alá, dizendo: "onde estão os pássaros que podem jogar pedras para proteger a Caaba, como o Alcorão menciona?" Claro que os pássaros não vieram, e ele manteve a pedra negra por mais de 40 anos!

Mas, que pássaros são esses que al-Janabi menciona? Bem, eles são mencionados em um capítulo do Alcorão chamado O Elefante, um dos menores de todos. As suratas são as seguintes:

105:1 - Não sabe como o teu Senhor lidou com os Companheiros do Elefante?
105:2 - Ele não fez seu plano traidor fracassar?
105:3 - E enviou contra eles voos de aves,
105:4 - Golpeando-os com pedras de argila cozida.
105:5 - Então os fez como um campo vazio de talos e palha (do qual o milho) foi comido.

Como de costume, o Alcorão apresenta as suratas (os versículos) sem contexto. O contexto deve ser buscado na  Sunna ("tradição de Maomé"): a coleção de dizeres e ações de Maomé nos hadices, e na sua biografia Sirat Rasul Allah (Vida do Mensageiro de Alá), escrita pelo biógrafo ibn Ishaq. Ibn Ishaq relata um evento que teria ocorrido no ano 570 D.C. Nesta época, o Iêmen seria governado pelo reino da Etiópia do Rei Negus. O governador Abraha teria construído uma mega catedral com a intenção de desviar os peregrinos árabes de Meca para o Iêmen. Um visitante árabe de Meca ficou enfurecido com a catedral, e se vingou urinando e defecando dentro dela (curioso, isso é algo que vem acontecendo na "Europa multicultural" de hoje). Abraha resolveu se vingar, invadindo Meca e destruindo a Caaba. Segundo Ishaq, ele formou um enorme exército que incluiu elefantes, um elefante chamado Mahmud (narrativas posteriores ampliam o número de elefantas de 13 até a 1000). Na sua marcha para Meca, Abraha derrotou todas as tribo árabes que encontrou no seu caminho. Mas quando ele se aproximou de Meca, o seu exército foi atacado por um bando de milhares de pássaros que lançavam pedras de argila endurecida, provocando explosões na carne e todo o exército de Abraha foi destruído, inclusive Abraha. Segundo ibn Ishaq, isso ocorreu no ano do nascimento de Maomé (570 D.C. - considerado pelo islão como o "ano do elefante").

Não existe como comprovar que tal invasão tenha ocorrido. É de se duvidar até mesmo da presença de elefantes de guerra no Iêmen. Como estes elefantes teriam vindo da Etiópia? Um elefante adulto bebe 225 litros de água por dia, mas pode ficar até 4 dias sem água. E o que eles comeriam? Eles teriam que atravessar de barco o Mar Vermelho ou contornar pelo Egito. E, no deserto, as carcaças seriam preservadas e a arqueologia encontraria os ossos. Esse teria sido um evento marcante.

E, claro, considerar que pássaros de guerra atacaram os elefantes e o exército de Abraha como se fossem caças F-16 destruindo-os é acreditar em fantasia.

De acordo com Ibn Ishaq e outros historiadores muçulmanos, os pássaros tinham ombros de cães e cada um carregava três pedras com o nome do pássaro, sendo o nome de cada pássaro escrito sobre cada um deles. Muitos templos na mitologia grega e hindu possuem histórias semelhantes, com divindades protegendo-os magicamente de ataques inimigos. Isso então teria sido mais um fantasia criada por Maomé baseada no paganismo dos outros.

Voltamos então para a história da destruição da Caaba e do sequestro da pedra negra. Sim, Alá, onde estão os seus pássaros?

O curioso é que nem mesmo os muçulmanos colocam muita fé de que Alá vai mesmo proteger a Caaba. Durante a Guerra do Golfo, os sauditas pediram para os EUA para protegerem a Caaba contra um ataque eventual de Sadam Hussein. Na Hora H, a fantasia foi posta de lado em prol da realidade! Nem mesmo os sauditas confiam em Alá.

Alguns outros pontos podem ser feitos sobre este assunto.

1. Acredita-se que o capítulo do Elefante (surata Al-Fil) faça parte da pregação inicial de Maomé em Meca. Mas nesta época, muitos muçulmanos estavam sob a proteção do Reino da Etiópia e seria pouco provável que Maomé fosse antagonizar quem o protegia. É possível que esta narrativa tenha sido inventada por Maomé mais tarde em Medina, para justificar a sua jihad contra os cristãos.

2. É difícil de acreditar que uma catedral cristã fosse construída para atrair pagãos. A idéia de cristãos construindo um local de peregrinação para peregrinos não-cristãos não é um conceito cristão e nunca aconteceu durante a história cristã. É mais provável que a narrativa tenha sido criada para aumentar o antagonismo contra os cristãos, atacados pelos muçulmanos no final da vida de Maomé e nos nas décadas e séculos seguintes.

3. O reinado de Abraha no Iêmen é mencionado por historiadores da era, incluindo Procópio de Cesaréia.  Esses relatos incluem como Abraha tornou-se governador, relatos de suas guerras e sua morte em cerca de 545 D.C. Eles não fazem menção de que ele tivesse atravessado o deserto com elefantes para atacar Meca, ou sua morte depois de ser atacado pelos pássaros mágicos de Alá.

4. Segundo estes registros históricos, Abraha morreu por volta de 545 D.C., 25 anos antes da data que muçulmanos alegam como a data da sua morte, no ano do nascimento de Maomé. Osregistros também indicam que, após a morte de Abraha, seus filhos assumiram o seu reino. Quando os persas sassânidas invadiram o Iêmen, cerca de 570 D.C. e os derrotou, os filhos da Abraha já haviam governado há muitos anos.

5. A afirmação feita pelos muçulmanos de que Abraha construiu uma catedral para desviar os peregrinos de Meca não tem base histórica, além da reivindicação de historiadores muçulmanos baseada no Alcorão. As gravuras encontradas na Barragem de Marab, uma das oito maravilhas do mundo antigo, detalham vários eventos do reino de Abraha, mas nenhum deles menciona sua catedral ou qualquer ataque contra a Meca.

6. O Reino de Himyar tinha inimizade com Abraha, e ajudou os persas a derrotar seus filhos em 570 D.C. Os Himyars deixaram gravuras extensas de suas batalhas anteriores com Abraha. Se Abraha tivesse sido morto devido a um ataque de pássaro mágicos após sua invasão de Meca, é altamente improvável que isso não tivesse sido representado em suas gravuras históricas. Como é de se esperar, não existe menção a tal evento.

7. Os reis etíopes da época também deixaram registros de seus territórios e governantes. Não há menção na antiga história etíope de Abraha atacando Meca e morrendo como resultado deste ataque.

8. Ibn Ishaq é a única referência para a história como acreditam os muçulmanos. Mesmo historiadores muçulmanos posteriores reconhecem que Ibn Ishaq muitas vezes exagerou em algumas das narrativas da vida de Maomé. Os mesmos historiadores, no entanto, não têm outra fonte para autenticar os eventos descritos no Capítulo do Elefante, a surata Al-Fil.

E aqui está uma pequena lista de por que os historiadores muçulmanos distorcem deliberadamente os registros históricos sobre Abraha:

1. A alegação de que ele morreu durante o ano do nascimento de Maomé deu maior importância ao nascimento do profeta islâmico.

2. A narrativa criou animosidade contra os cristãos, em preparação para os ataques perpetrados contra eles pelos muçulmanos, ataques esses que começaram perto do fim da vida de Maomé.

3. E, o mais importante, isso é o que o Alcorão diz!

Acreditar no Alcorão é dever de todo o muçulmano. "Estar escrito no Alcorão" é motivo suficiente para todos eles. Muito poucos muçulmanos têm a coragem de questionar publicamente a precisão histórica do Alcorão.


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Atualizações em janeiro de 2018

Veja o que entrou de novo no blog em janeiro de 2018, exemplificando a aplicação da lei islâmica Sharia ao redor do mundo, seja por governos de países com maioria muçulmana, grupos islâmicos ou mesmo ações individuais.


Direitos das Mulheres sob o Islão: Parte 3Parte 2Parte 1
A imigração muçulmana aliada ao políticamente correto do Ocidente estão tornando as mulheres ocidentais igualmente sem defesa frente ao avanço implacável da Sharia.
Itália: Imigrante somali entra em sala de partos em Roma e tenta violar uma mulher em trabalho de parto
Escândalo no Hospital Sant'Eugénio, onde um somali, de 38 anosdepois de iludir todos os controles, entrou na sala de partos e tentou estuprar uma mulher de 43 anos em pleno trabalho de parto. O homem foi preso por polícias em flagrante, em 31 de Dezembro passado e enfrenta acusações de violência sexual. O agressor introduziu as mãos na vagina da parturiente e começou a masturbar-se, desencadeando a reacção da mulher, que começou a gritar pelas enfermeiras e pelo médico, que imediatamente alertou a polícia. A defesa do somali alegará problemas psiquiátricos. O julgamento está agendado para o dia 10 de Janeiro. (Libero Quotidiano, Amigo de Israel)

Argélia: afetadas por câncer são abandonadas pelo marido após mastectomia
"Depois da operação, seu marido a chamava de “nass mraa” (meia mulher) e “lamgataa” (a mutilada)." Centenas de argelinas são abandonadas por seus maridos por causa de um câncer de mama. (IstoÉ)

Irã: mulheres se manifestam contra a Sharia, feministas e mídia de Esquerda caladas ou contra elas
Leia mais sobre as manifestações no Irã neste artigo do blog.


Alemanha: "não me sinto mais segura", diz jornalista
A modelo e a jornalista Anabel Schunke explica, em entrevista, como as liberdades que as mulheres, e os alemães em geral, estão se deteriorando na Alemanha com o aumento drámatico de muçulmanos salafistas e wahabistas (Renova Mídia).

Egito, Marrocos, Líbano e Palestina: maioria dos homens acreditam que as mulheres gostam de ser assediadas sexualmente; mulheres e homems são favoráveis a mutilação da genitália feminina, estudo 
Consistente com a lei islâmica! Leia no artigo.




Alcorão exportado pelos sauditas incentiva os extremistas islâmicos
Leia o artigo todo no blog.

Sermão do imã palestino Issam Amira, Al-Aqsa
"Deus os chamou de "infiéis", então por que eu deveria me envergonhar de chamá-los deste modo? ... Existe apenas um tipo de castigo para essas pessoas: detê-los, vingar-se deles e ensinar-lhes uma lição Isso não é alcançado através da tolerância, das negociações ou da bondade. A tolerância não é islâmica" - imã palestino Issam Amira, usando a mesquita Al Aqsa, 18 de junho de 2016. (MEMRI TV)

Singapura: livros escolares vindos da Arábia Saudita promovem ódio contra os káfirs (não muçulmanos)
Pais reclamam, inclusive muçulmanos e alguns clérigos islâmicos também reclamam. Eles acusam a Arábia Saudita de exportar a sua ideologia wahabita.
Agora uma indagação, no Brasil os wahabitas, muitos deles brasileiros treinados na Arábia Saudita, transitam livremente propagando a mesma ideologia? Bem, o que você acha? (Strait Times)



Leia este artigo "Boicote Produtos Halal" para saber o que é "comida halal" e o porquê de boicotá-la. E visite os demais links.



História (Arte e Jahiliyya)

Jihad contra os Mongóis
Tradução de artigo da séria History of Jihad (Tradutores de Direita)

Guerra sem fim: uma breve história das conquistas muçulmanas
A Jihad Islâmica começou com Maomé e continua até os dias de hoje.

Lista de Referências sobre as Cruzadas (para um estudo sério sobre o assunto)
A lista de referências se encontra no blog.



Governo doa R$ 800 milhões para a Autoridade Palestina sob o pretexto de reformar Igreja da Natividade
A Autoridade Palestina está nervosa com os EUA ameaçando deixar de fazer doações. Eis que vem o Brasil para o resgate (MPV 891).

20 ações para des-islamizar a sociedade, do livro "Resistência: Guia para Parar a Islamização de Filip Dewinter"
Leia tudo neste artigo no blog.

Obama permitiu tráfico de drogas pelo Hezbollah para não atrapalhar acordo com o Irã
Um assunto com tremendas repercussões para o Brasil!

A DECLARAÇÃO DE PARIS
Intelectuais europeus declaram abertamente o que se passa com a Europa Ocidental!

França: 1031 veículos incendiados nos festejos do Ano Novo
Ano passado, foram incendiados apenas 935. Incendiar (centenas de) carros tornou-se rotina nas celebrações francesas do Dia da Queda da Bastilha e Ano Novo, bem como durante distúrbios de rua. Esta é a nova França da diversidade islâmica (Breitbart).

França: policial feminina linchada durante festejos do Ano Novo
Ela foi atacada por um grupo no subúrbio parisiense de Champigny-sur-Marne, uma "zona proibida" (no-go zone). Um vídeo mostra homens de aspecto africanos derrubando-a e chutando sua cabeça. (Breitbart, RTL)

França: 510 presos durante distúrbios nos festejos do Ano Novo
Esta é a nova França da diversidade islâmica (Breitbart).

França: Aplicativo informa sobre as "zonas proibidas" (no-go zones) de Paris
Útil para quem viaja (Google Play, Daily Mail)



Grã-Bretanha: "Vocês não são bem-vindos !! Essa rua é curda !!" - advertem os curdos muçulmanos imigrados da Turquia aos policiais
Os policiais ignoraram as advertências e invadiram uma loja em Nottingham, onde descobriram venda ilegal de cigarros, tráfico de drogas e trabalho escravo. (The Sun)

Grã-Bretanha: cantora diz que meninas que foram estupradas por ganges muçulmanas iriam ser estupradas de qualquer modo; deputada socialista a parabeniza
Segundo a lógica tortuosa e depravada destas senhoras, as meninas iriam ser estupradas cedo ou tarde, logo, não faz diferença que elas foram estupradas por gangues de estupradores muçulmanos. As "feminazis" que fizeram esta declaração: cantora Lily Allen, deputada Jess Phillips (Tião Cazeiro)

Canadá: Tribunal de Direitos Humanos diz não ser discriminação que muçulmanos contratem apenas muçulmanos e que comprem apenas de muçulmanos
O Tribunal rejeitou a queixa apresentada por um cidadão, Eric Brazau, que reclamou de um imã de Toronto, Saed Rageah (CRRNS). A justiça canadense está aceitando a instalação de um sistema legal paralelo, apenas para muçulmanos.

Alemanha: demolição da Igreja de St. Lambertus no vilarejo alemão de Immerath 
Este evento não está diretamente ligado à islamização da Alemanha, mas sim a uma das suas causas, a perda da identidade cultural. Decisão da demolição veio do Tribunal Constitucional que priorizou a expansão de uma mina de carvão da empresa RWE para aumentar a oferta do fornecimento de energia. A pequena comunidade que residia nos arredores teve que sair. O triste é que as manifestações foram contra a mina de carvão e não contra a demolição da igreja. 



Alemanha: tribunal federal anula decisão de um tribunal regional, que absolvera membros de uma "Patrulha da Sharia"
O caso remonta a setembro de 2014, quando um grupo de muçulmanos salafistas foram flagrados patrulhando as ruas de Wuppertal, dizendo a aqueles que caminhavam para não se envolverem em atividades proibidas pela lei da sharia (islâmica). O grupo entregou avisos aos passageiros ao anunciar que a área era uma "Zona de Controle da Sharia", o que significava que o álcool, drogas, jogos de azar, música e concertos, pornografia e prostituição eram proibidos. Um dos membros da patrulha alemã, Sven Lau, conhecido Alemão convertido ao Islã, está atualmente em julgamento por apoiar um grupo terrorista estrangeiro. (Clarion)

EUA: jihadista que planejava explodir uma igreja durante missa condenado a 1 ano de prisão
Compare este sentença com a do americano que deixou presunto na porta de uma mesquita e foi condenado a 15 anos de cadeia (Clarion).

EUA: primeiro ano do governo Trump foi positivo
Saiba por que neste artigo no blog.

Polônia, pouca imigração islâmica, é o pais europeu mais seguro para as mulheres; Bélgica, portas abertas, 9 entre 10 mulheres reclamam de assédio sexual nas ruas
A diferença entre dois países europeus, com duas políticas migratórias diferentes. A Polônia é segura para as mulheres, enquanto que em Bruxelas, capital da Bélgica, 9 entre 10 mulheres dizem serem assediadas nas ruas.
A analise do New World Health nem menciona os países nórdicos, por exemplo a Suécia com seu "governo feminista". Segundo a análise, os países mais seguros para as mulheres são, nesta ordem: Austrália, Malta, Islândia, Nova Zelândia, Canadá, Polônia, Mônaco, Israel, USA e Coréia do Sul. (Business Insider, Politico)

Suécia: feminista se recusa a dar queixa à polícia após sua filha de 12 anos ter sido atacada sexualmente por um refugiado
A feminista, de 48 anos, trabalhava em um centro de refugiados quando ela começou a ter relações sexuais com um refugiado, que dizia ter 18 anos. A feminista levou-o para sua casa quando após ele ter se tornado um asilado. Um dia, o homem começou a atacar a sua filha quando a mão estava fora, enfiando a mão na sua calça e agarrando a sua vagina. A filha contou para a mãe que nada fez. A filha então contou para o pai, que deu queixa na polícia. (SavemySweden, Correio Paulista)

Áustria: veja as principais políticas do novo governo de centro-direita da Áustria
Leia o artigo no blog.




EUA: 10 atos terroristas e prisões apenas em dezembro de 2017
A lista inclui preso por montar bombas, explodir uma bomba caseira em Nova York, degolar um companheiro de trabalhos e esfaquear outro, promover o ISIS, planejar degolar a blogueira anti-Jihad Pamela Geller, planejar explodir o Shopping Sharpstown em Houston, planejar atacar a polícia, recolher dinheiro para o ISIS, planejar um ataque suicida na noite de Natal em São Francisco, e atirar na polícia em Harrisburg, Pennsylvania. Mais detalhes neste artigo (Clarion)

Filme de curta duração retrata ataque do al-Shabbab e é nomeado a Oscar 
Watu Wote, "todos nós", é um filme baseado em uma história real. É prática dos jihadistas, ao sequestrarem pessoas, separá-las entre cristãos e muçulmanos, matando os primeiros. Vários casos tem sido registrados, notadamente pelo grupo al-Shabbab da Somália, que também atua no Quênia.
Em dezembro de 2015, houve mais um caso no qual um ônibus foi sequestrado. A maioria dos passageiros era mulheres. Ao serem mandadas descerem do ônibus, as muçulmanas compartilharam seus véus permitindo as mulheres cristãs se cobrirem. As mulheres então falaram para os jihadistas que eles teriam que matar todas. Eles se foram, poupando-as, porém, sem antes matar um homem cristão. Aqui está o trailer.
Este evento foi feito em filme, e já está concorrendo ao Oscar de melhor fime curto de ação. Foi feito por 3 estudantes alemães. Aposto que vai ganhar pois a história se encaixa na narrativa liberal de Hollywood. (Trailer, CNN, Clarion)




EUA: cidadão sendo processado por criticar o islão
Mark Feigin fez comentários no Facebook de um centro Islâmico, criticando o islão. Foi preso.
"De acordo com o escritório do Procurador-Geral do estado da California, Feigin foi culpado do crime porque ele havia se envolvido em "assédio repetido" de pessoas cuja religião ele procurava "zombar e desprezar". Eugene Volokh, professor de direito da UCLA cujo blog "Volokh Conspiracy" é um site popular de debate e discussão de assuntos legais, escreveu sobre o caso de Feigin em 29 de dezembro, observando que, pela lógica do Procurador-Geral, o Estado poderia processar cidadãos que façam comentários igualmente críticos, por exemplo, em um site do Associação de Armas dos EUA (NRA) ou em um site pró-Trump. "Isso não é consistente com a Primeira Emenda" [que garante liberdade de expressão nos EUA], disse Volokh. Não, certamente não é. Mas é completamente consistente com a lei islâmica, a sharia. O simples fato é que, hoje em dia, é extremamente improvável que um indivíduo no mundo ocidental seja processado por um governo por zombar ou desprezar uma organização que defenda o direito ao porte de armas ou um político cristão. Não, essas ações legais extraordinárias são quase exclusivamente reservadas como castigo para aqueles que criticarem o Islã." (Gatestone)
Este é outro exemplo de um sistema informal de justiça paralelo nos países ocidentais, mas apenas para favorecer o Islã e calar seus críticos.



Alemanha: pesquisa escolar diz que 33% dos estudantes muçulmanos estão dispostos a lutar e morrer pelo Islã
Relatório de Die Welt. Uma pesquisa de escolas na região alemã da Baixa Saxônia mostrou que:
  • Cerca de 10% dos estudantes muçulmanos têm simpatias diretas para grupos islâmicos radicais, como o Estado islâmico e alguns até mesmo mostram atos de apoio ao terrorismo.
  • Um em cada três dos estudantes muçulmanos que responderam à pesquisa disse que estariam dispostos a lutar e morrer pelo Islã.
  • Vinte e sete por cento disseram que concordam com a afirmação: "As leis islâmicas da Sharia, segundo as quais, por exemplo, o adultério ou a homossexualidade são severamente punidos, são muito melhores do que as leis alemãs."
  • Oito por cento disseram que concordaram com a criação de um império islâmico ou califado no Oriente Médio através do uso da força. Outros 3,8 por cento disseram que concordam que às vezes é justificado que os muçulmanos se envolvam em atos de terrorismo para promover seus objetivos.
  • Um quinto dos estudantes muçulmanos concorda que os muçulmanos são oprimidos em todo o mundo e devem se defender pela força e 18,6 por cento disseram que era dever dos muçulmanos espalhar o Islã e "lutar contra os incrédulos".
Os resultados provêm de um estudo realizado em 2015 que anteriormente não havia sido tornado público. O criminologista Christian Pfeiffer tornou os dados públicos como parte de seu próprio estudo sobre a causa do crime imigrante. Os autores do estudo original apontam que apenas 280 estudantes muçulmanos responderam à pesquisa, mas acrescentaram que os resultados eram dignos de nota (Jihadwatch)



Perseguição Cristãos: Parte 1Parte 2
"Lute contra aqueles que não acreditam em Alá ou no Último Dia, que não proíbem o que foi proibido por Alá e Seu Mensageiro, e  que não reconhecem a Religião da Verdade (islão), mesmo que sejam do Povo do Livro (cristãos e judeus), até que paguem o imposto tributo jizyah em submissão, sentindo-se subjugados e humilhados. "[Outra tradução diz:] "paguem o imposto em reconhecimento da nossa superioridade e do seu estado de sujeição". (Alcorão 9:29)
Turquia ataca cristãos na Síria. Iremos assistir calados a mais um novo genocídio?
Leia artigo no blog

Egito: Mosteiro de Santa Catarina fechado, celebrações do Natal canceladas
Este mosteiro é patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Celebração do Natal ortodoxo (6 de janeiro) foi cancelada pelo governo, que prefere fechar um evento cristão a oferecer segurança. (Raymond Ibrahim)

Por que professar Cristo está se tornando "crime de ódio" no Ocidente
  Indonésia: cristão açoitado 36 vezes por vender bebida alcólica e violar a Sharia
Os apologistas islâmicos no Ocidente gostam de comparar a Sharia com a lei judaica e com o Direito Canônico católico. Quando foi a última vez que você ouviu falar de alguém ser chicoteado por violar qualquer um desses? (Express)

Lista de eventos compilados por Raymond Ibrahim 
Artigo resumido no blog Tião Cazeiro

  • Paquistão: cristão que se vendeu como escravo, por 2 anos, para uma família muçulmana, para ter dinheiro para comprar uma casa foi abusado, proibido de ir à igreja, e finalmente, ao final do contrato, assassinado. (Pakistan Christian Post)
  • Irã: cerca de 500 muçulmanos convertidos ao cristianismo enfrentaram perseguição e fugiram para a Turquia em busca de asilo. (Christianity Today)


Perseguição Judeus (Boletim de Anti-Semitismo)
"Lute contra aqueles que não acreditam em Alá ou no Último Dia, que não proíbem o que foi proibido por Alá e Seu Mensageiro, e  que não reconhecem a Religião da Verdade (islão), mesmo que sejam do Povo do Livro (cristãos e judeus), até que paguem o imposto tributo jizyah em submissão, sentindo-se subjugados e humilhados. "[Outra tradução diz:] "paguem o imposto em reconhecimento da nossa superioridade e do seu estado de sujeição". (Alcorão 9:29)
Paquistão: Líder islâmico pede “jihad mundial” e uso de bomba nuclear para “recuperar Jerusalém”
O líder islâmico paquistanês Hafiz Saeed, líder da Jamaat-Ud-Dawah (Organização da pregação), uma fachada para o grupo militante Lashkar-e-Taiba (Exército dos Justos), convocou todas as nações islâmicas para iniciarem uma “Jihad global” contra os Estados Unidos e Israel. (WION)

Alemanha: tribunal determina que palestinos podem tacar fogo em sinagogas se for para se vingar de Israel
Um tribunal regional na Alemanha decidiu que uma tentativa de atear fogo a uma sinagoga em 2014, por 3 palestinos, foi um ato destinado a expressar críticas contra a conduta de Israel em seu conflito em curso com Gaza, e não um ato criminoso. Os judeus na Alemanha não se sentem mais seguros. (J Post)


Mas quando os meses sagrados tiverem transcorrido, mate os idólatras onde quer que você os encontre, e capturai-os, e cerque-os, e arme ciladas para eles usando de todos os estratagemas (da guerra); mas caso eles se arrependam, observem a oração e paguem o zakat [ou seja, se tornem muçulmanos], abra o caminho para eles. Sabei que Alá é Indulgente, Misericordiosíssimo. (Alcorão 9:5)
Paquistão: milhares de ahmadis, budistas e cristãos estão fugindo devido a perseguição
Milhares de cristãos, ahmadis e hindus estão fugindo enquanto que o governo faz vista grossa para o assédio dos grupos islâmicos; até mesmo os ateístas já começam a se calar frente ao assédio. Emenda à Constituição do Paquistão do ano passado declarou os ahmadis como uma seita proibida. Qualquer ahmadi que for pego lendo o Alcorão pode ser preso. E o controle das redes sociais está levando os ateus a fecharem seus grupos para não serem presos pelo governo (Asia Times)


Ultraje Eterno

Índia: jihad contra as latrinas
O grupo extremista muçulmano conhecido como Dawoodi Bohras, famoso por levar a cabo Mutilação Genital Feminina (FGM) em meninas na América do Norte, lançou uma campanha para destruir as privadas ao estilo ocidental, para garantir que os muçulmanos apenas defequem da forma como os árabes faziam no Sétimo Século.
Comentário de Tarek Fatah: Estes Guardas Vermelhos Bohra são a polícia secreta islâmica, distinguida pelas suas braçadeiras vermelhas, que vêm inspeccionar a sua casa, com ou sem a sua permissão. Vão directamente às casa de banho para verificar se o proprietário não se afastou da maneira islâmica de responder ao "chamamento da natureza". Se houver uma privada ocidental na casa, o grupo destrói-a imediatamente. (Amigo de Israel)


https://www.bitchute.com/video/2XzeYUj0lwTD/



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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

#NoHijabDay: mulheres ao redor do mundo queimam o véu islâmico (hijab)


As feministas pró-islâmicas nos EUA e no Canadá lançaram o "Dia do Hijab." O hijab é aquele véu islâmico que cobre a cabeça, escondendo o cabelo, o pescoço e as orelhas, deixando apenas o rosto de fora. Neste dia, 1 de fevereiro, estas "ativistas" pedem para as mulheres usarem o hijab como forma de "retirar o estigma que o hijab possui." Ou seja, normalizar o hijab.

(O ridículo é tamanho que muçulmanas, da Associação de Estudantes Muçulmanos da Universidade do Centro da Flórida, pedem pela expulsão de uma aluna por que ela se negou a "experimentar um hijab" que havia sido oferecido a ela em uma barraca instalada no campus - Orlando Sentinel)

Contudo, ao redor do mundo islâmico, muitas mulheres são obrigadas a usarem o hijab (ou o niqab - que só deixa o olho visível - e a burca - que cobre logo tudo). E, em muitos países, tais como o Irã e a Arábia Saudita, o uso do véu islâmico é obrigatório! E, claro, muitas mulheres simplemente odeiam o véu islâmico, seja qual for.

Um contra-protesto surgiu de forma expontânea nas redes sociais e se espalhou como fogo, seguindo o hashtag #NoHijabDay. Você pode conferir no link: https://twitter.com/hashtag/NoHijabDay.

Vou dar dois exemplos.

Anoud Al Ali, 20, original dos Emirados Árabes Unidos e que reside atualmente na França, se declara bisexual, ateu, e ex-muçulmana. Ela se filmou queimando o hijab e um manto em uma caixa de papelão. Ela declara no vídeo "Por mim, sendo oprimida e por todas as outras mulheres oprimidas, vou queimar este hijab; o símbolo da opressão." Ao queimar o hijab ela disse se sentir "libertadora."


Uma outra mulher, a ex-muçulmana egípcio-canadense e escritora Yasmine Mohammed, fez o mesmo. No seu vídeo ela declarou "Feliz Dia Sem o Hijab" ("Happy No Hijab Day"). Enquanto o hijab queimava ela exclamou "Queima, nene, queima."

https://www.bitchute.com/video/hQUx08XqJlyY/


A triste realidade da Terceira Onda do Feminismo nos EUA e no Canadá: totalmente pró-islâmico 

A realidade dos fatos gritam contra a hipocrisia das feministas dos EUA e do Canadá


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Políticos alemães alarmados pela escalada de 'crimes de ódio' anti-cristãos


Maomé disse: "eu fui vitorioso com o terror." -- Hadice autêntico (Sahih) de Bukhari (4.52.220) (Hadice: coleção de feitos e dizeres de Maomé)

As estatísticas relacionadas a 'crime de ódio' vazadas pela polícia na Alemanha causaram alarme, pois revelaram homicídio, assalto e incendio criminoso entre quase dos 100 ataques que atingiram os cristãos em 2017.

Publicado pelo grupo de mídia Funke vários meses antes de as estatísticas anuais da criminalidade serem divulgadas oficialmente, os dados do Escritório Federal de Polícia Criminal (BKA) mostraram ataques contra igrejas e símbolos cristãos representaram cerca de um quarto dos 97 casos.

Pelo menos 14 dos casos no relatório foram perpetrados por requerentes de asilo e refugiados, incluindo o assassinato de um cristão afegão convertido por um colega afegão em maio do ano passado, o que levou os políticos pedirem a BKA para registrar "crimes anti-cristãos" separadamente pela primeira vez.

Ansgar Heveling, porta-voz da política interiorista do partido da União Democrata Democrata (CDU) de Angela Merkel, chamou estes dados de "alarmantes" e argumentou que o estado "tem a responsabilidade de punir esses ataques de forma severa e consistente ... [como] os ataques antisemitas são justamente abordado."

O ministro do Interior da Bavária, Joachim Herrmann, da União Social Cristã de Direito (CSU), disse aos jornais do grupo Funke: "A integração na Alemanha precisa exigir a tolerância aos seus valores e cultura cristãos, ocidentais sem qualquer tipo de coisa".

O problema, senhor ministro, vai ser quando eles forem maioria, o que irá acontecer em algumas décadas se nada for feito para reverter o processo de islamização da Alemanha.

Enquanto isso, na França, os crimes contra cristãos cresceu 248% (Breitbart). É preciso que seja dito, crescimento correlacionado com o aumento vertiginoso da imigração muçulmana.



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

"Se alguém ofender o profeta então não há problema, podemos matá-lo"


"Quem amaldiçoa um Profeta, mate-o. Quem amaldiçoa os meus companheiros, espanque-o." - Maomé
"Uma judia costumava abusar do Profeta e desprezá-lo. Um homem a estrangulou até a morte. O Apóstolo de Alá declarou que nenhuma recompensa seria paga por seu sangue."(Sunan Abu-Dawud 38.4349)
Você se lembra do atentado ao jornal Chalie Hebdo e a um super-mercado judeu, em Paris? Um dos jihadistas que executaram o massacre, Cherif Kouachi, falou por telefone para uma rede de televisão francesa durante um período de sete horas, durante um cerco das forças de segurança francesas, que terminaria com a sua morte.

Aqui está uma transcrição parcial da entrevista entre Kouachi e Igor Sahiri, jornalista da BFMTV da França, como traduzido pela NBC News:

Kouachi: Nós estamos dizendo que somos defensores do profeta que a paz e as bençãos sejam sobre ele, e que eu, Cherif Kouachi, fui enviado pela Al-Qaeda do Iémen. ok?
Entrevistador: OK, OK.
Kouachi: fui lá e foi Anwar Al-Awlaki quem me financiou.
...
Entrevistador: Ok, mas você planeja matar novamente em nome de Alá ou não?
Kouachi: matar quem?
Entrevistador: não sei, estou lhe fazendo uma pergunta.
Kouachi: Por acaso nós matamos civis durante os dois dias que vocês nos procuraram?
Entrevistador: Você matou jornalistas.
Kouachi: Mas matamos civis? Civis ou pessoas durante os dois dias que vocês estavam nos procurando? 
Entrevistador: Espere, espere Cherif, Cherif, você matou esta manhã?
Kouachi: Não somos assassinos. Somos defensores do profeta, não matamos mulheres. Nós não matamos ninguém. Nós defendemos o profeta. Se alguém ofender o profeta, então não há problema, podemos matá-lo. Não matamos mulheres. Nós não somos como vocês. Vocês são os que matam mulheres e crianças na Síria, no Iraque e no Afeganistão. Nós não somos assim. Nós temos um código de honra no Islã.
Entrevistador: Mas você acabou de procurar vingança aqui, você matou 12 pessoas.
Kouachi: Sim, porque buscamos vingança. Você disse certo. Você mesmo disse, buscamos vingança.

Lei mais sobre "matar para defender a honra de Maomé" (ou seja, matar quem diz a verdade sobre Maomé)

"Porque defender a honra do Profeta é uma obrigação devida por toda a sua comunidade e qualquer um que amaldiçoa um homem livre de sua comunidade recebe um castigo, a punição de alguém que amaldiçoa o Profeta é que ele deve ser morto por causa da imensidade do valor do Profeta e sua elevação sobre os outros."
Degole que insultar o islamismo!!!


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Egito, Marrocos, Líbano e Palestina: maioria dos homens acreditam que as mulheres gostam de ser assediadas sexualmente; mulheres e homems são favoráveis a mutilação da genitália feminina, diz estudo


Os resultados deste estudo são consistentes com a lei islâmica! Fonte: relatório da UN Women.

Abaixo eu destaco alguns resultados do estudo sobre comportamento da sociedade no tocante a gênero feito em 3 países e uma região, majoritariamente muçulmanos (Egito, Marrocos, Palestina* e Líbano) feito pela UN Women. Os resultados são assustadores pois mostram o efeito de como preceitos da lei islâmica acabam incultidos no comportamento da sociedade em geral, a ponto de se tornarem algo normal. É razoável compreender isso, pois estes preceitos são ensinados nas mesquitas, escolas, inculcados nas crianças, que crescem como adultos e os endossados em casa ao formarem famílias.

Pergunta: você quer isso no Brasil? E se sua resposta for NÃO, o que fazer para evitar que isso crie raízes aqui? 

Percentuais populacionais do Pew Research Center: Egito (90% muçulmano), Marrocos (99% muçulmano), Palestina (*Cisjordânia e Gaza; sem percentual confiável, mas claramente de esmagadora maioria muçulmana) e Líbano (54% muçulmano).

Percentual da população masculina que acredita que as mulheres gostam de ser assediadas:
  • Egito: 43% 
  • Marrocos: 71% 
  • Palestina: 48
Aprovam a mutilação da genitália feminina:
  • Egito: 70% dos homens e 56% das mulheres
Mulheres foram circuncizadas: 
  • Egito: 92%
Concordam que as esposas devem tolerar violência do marido para manter a família junta:
  • Egito: 90% dos homens e 71% das mulheres 
  • Marrocos: 62% dos homens e 46% das mulheres 
  • Líbano: 26% dos homens e 14% das mulheres 
  • Palestina: 63% dos homens e 50% das mulheres 
Concordam que é dever do homem ser o guardião das suas parentes mulheres: 
  • Egito: 78% dos homens e 79% das mulheres
  • Marrocos: 77% dos homens e 56% das mulheres
  • Líbano: 35% dos homens e 45% das mulheres
  • Palestina: 82% dos homens e 64% das mulheres
Concordam que o homem deve controlar quando a esposa pode sair de casa
  • Egito: 91% dos homens e 69% das mulheres
  • Marrocos: 69% dos homens e 45% das mulheres
  • Palestina: 91% dos homens e 77% das mulheres
Concordam que se uma mulher for estuprada, ela deve ser casar com o estuprador
  • Egito: 64% dos homens e 60% das mulheres
  • Marrocos: 60% dos homens e 48% das mulheres
  • Palestina: 57% dos homens e 52% das mulheres
Concordam que o modo que as parentes mulheres se vestem afeta a honra do homen:
  • Egito: 95% dos homens e 83% das mulheres
  • Marrocos: 83% dos homens e 76% das mulheres
  • Líbano: 68% dos homens e 32% das mulheres
  • Palestina: 82% dos homens e 66% das mulheres
Concordam que uma mulher morta pela honra geralmente mereceu a punição da família
  • Egito: 62% dos homens e 49% das mulheres 
  • Marrocos: 34% dos homens e 12% das mulheres
  • Líbano: 26% dos homens e 8% das mulheres
  • Palestina: 47% dos homens e 38% das mulheres
Concordam que o homem que mata uma parente em defesa da honra não deve ser punido:
  • Egito: 31% dos homens e 33% das mulheres
  • Marrocos: 14% dos homens e 9% das mulheres
  • Líbano: 12% dos homens e 8% das mulheres
  • Palestina: 35% dos homens e 22% das mulheres
Concordam que a mulher que se veste provocativamente merece ser assediada: 
  • Egito: 74% dos homens e 84% das mulheres
  • Marrocos: 72% dos homens e 78% das mulheres
  • Palestina: 64% dos homens e 65% das mulheres
Concordam que mulheres em locais públicos à noite estão pedindo para serem assediadas:
  • Egito: 40% dos homens e 43% das mulheres
  • Marrocos: 63% dos homens e 51% das mulheres
  • Palestina: 52% dos homens e 43% das mulheres
Concordam que mulheres uma mulher que está sozinha está pedindo para ser assediada:
  • Egito: 13% dos homens e 11% das mulheres
  • Marrocos: 21% dos homens e 11% das mulheres
  • Palestina: 23% dos homens e 16% das mulheres
Concordam que mulher que não cobre a cabeça com véu merece ser insultada:
  • Marrocos: 6% dos homens e 10% das mulheres
  • Palestina: 32% dos homens e 23% das mulheres
Percentual da população masculina que acredita que as mulheres gostam de ser assediadas:
  • Egito: 43% dos homens e 20% das mulheres
  • Marrocos: 71% dos homens e 42% das mulheres
  • Palestina: 48% dos homens e 32% das mulheres


Leia mais estatísticas que comprovam que a maioria dos muçulmanos deseja a implementação da Sharia em Muçulmanos querem a lei islâmica onde eles vivem ... e isso e preocupante.

Cena no Egito


sábado, 27 de janeiro de 2018

20 ações para des-islamizar a sociedade, do livro "Resistência: Guia para Parar a Islamização de Filip Dewinter"


Filip Dewinter é um político belga que resiste a islamização, e, por isso, claro, é rotulado como sendo de "estrema-direita" pela imprensa e pela esquerda pró-islâmica européia.

Ele escreveu recentemente um livro intitulado "Resistência! Guia de Resistência à Islamização."

Neste livro, ele apresenta um program com 20 ações para des-islamizar a sociedade belga, ações estas que podem muito bem serem aplicadas pela sociedade de qualquer país. Elas estão listados abaixo, bem como reproduzidos em vídeo do canal Portões de Vienna (se inscreva este canal, muito bom).

Ao final deste artigo, um outro vídeo no qual Filip Dewinter fala no parlamento belga sobre o islamismo e sua penetração nociva na sociedade belga.



Lista das 20 ações para des-islamizar a sociedade: 
  1. Retirada do reconhecimento e subsídio do Islão como religião reconhecida.
  2. Parar com os subsídios para mesquitas, imãs ou organizações islâmicas.
  3. Parar de receber imigrantes muçulmanos. Não dar acesso ao nosso país a pessoas oriunda dos estados membros da Organização de Cooperação Islâmica (OIC) 
  4. Todos os muçulmanos que vivem no nosso país devem assinar uma Declaração de Lealdade que rejeita as passagens intolerantes e violentas das fontes da fé islâmica, bem como a lei islâmica Sharia, comprometendo-se com os princípios de igualdade entre homens e mulheres, separação entre religião e o estado, liberdade de opinião e liberdade religiosa e prometer aplicar.
  5. Retirada da nacionalidade belga e expulsão de muçulmanos com dupla nacionalidade que não aceitam a Declaração de Lealdade.
  6. Proibição do véu ou lenço em todas as instituições públicas, setores de saúde, escolas. Proibição do véu islâmico nas funções governamentais (como policia, funcionários públicos e pessoal docente).
  7. Taxar os alimentos Halal.
  8. Proibição de minaretes.
  9. Parada de construção de mesquitas, fechamento de todos as radicais ou mesquitas financiada por organizações no exterior e escolas de ensino do Alcorão.
  10. Proibição de ritual em abates de animais.
  11. Nenhuma educação islâmica nas escolas.
  12. Proibições de organizações e partidos que podem ou tem o objetivo de introduzir a Sharia ou o califado ( como os grupos Hitzb ut-tahir, Milli Gorus, Jamaat Tablihghi, Irmandade Muçulmana, etc.
  13. Proibição do Islão nas prisões.Não há mais alimento Halal, Ramadão ou aula islâmica mas prisões.
  14. Não há mais espaços de orações islâmicaem escolas e universidades.
  15. Não é permitido tribunais da Sharia ou conselho de Sharia.
  16. Nenhuma aprovação do governo para feriados ou tradições islâmicas especialmente nas escolas, em lugares públicos, em centros culturais ou em outros lugares.
  17. Nenhuma chamada de oração pública (azan) no espaço público.
  18. Tolerância Zero no que diz respeito como a natação separada por sexo e outras expressões de Intolerância Islâmica.
  19. Tolerância Zero para quem possuem, para quem mostra ou distribui bandeiras,emblemas ou outros símbolos e propaganda de grupos islâmicos que glorificam, que propagam, que ensinam ou que adotam a Sharia ou a Jihad.
  20. Expulsão do nosso país e retirada da nacionalidade belga para todos aqueles e suas famílias que apoiam Organizações Islâmicas Radicais ou suas ideologias.

Vídeo: Filip Dewinter, fala na Câmara dos Deputados da Bélgica: "O Alcorão é a Raiz de todo Mal"




Página de Filip Dewinter.

Belgium awakens: Politician launches book called ‘Resistance’ to stop Islamisation, Voice of Europe.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Turquia ataca cristãos na Síria. Iremos assistir calados a mais um novo genocídio?


Um dos desfechos do conflito contra o Estado Islâmico foi o surgimento da Federação do Norte da Síria. Essa é a parte da Síria onde muçulmanos curdos e cristãos siríacos, árabes sunitas e iazides, lutaram pela liberdade. Eles se aliaram com os EUA e derrotaram o Estado Islâmico. A Federação tornou-se um imã para os refugiados que procuram liberdade e segurança para suas famílias.

Esta região foi um refúgio para cristãos e iázides que fugiam do genocídio perpetrado pelo Estado Islâmico.

E agora o regime islâmico do presidente turco, Tayyip Erdogan, está invadindo o enclave de Afrin (veja mapa abaixo). O Telegraph relata:
A Turquia anunciou na sexta-feira que prosseguirá com um assalto em grande escala a um enclave curdo no norte da Síria, apesar dos pedidos dos Estados Unidos disso não ser feito.
Ankara vem ameaçando por vários dias enviar suas forças para Afrin, um distrito sírio perto da fronteira turca controlada por forças curdas que estão aliadas com os EUA, mas que são inimigos mortais da Turquia.
As tropas turcas bombardearam a área na sexta-feira e disseram que estavam movendo unidades de comando perto da fronteira, além de mobilizar grupos rebeldes sírios pró-turcos para o ataque.


Os turcos estão usando seu exército regular junto com milícias jihadistas sírias (Al-Qaeda) para o ataque, tendo agrupados mais de 10 mil jihadistas sírios. Ou seja, mesmo que não ocorra invasão, os turcos irão apoiar uma guerra civil. Os turcos estão bombardeando áreas civis, ameaçando mulheres e crianças. Entre os mais aterrorizados com o ataque se encontra a crescente população de curdos que se converteram ao cristianismo e formaram uma igreja. As Igrejas curdas em Efrin e Kobane emitiram um apelo desesperado pedindo ajuda e assistência, temendo uma nova matança generalizada de civis, e a consequente escravização de mulheres e crianças (Stream).

A Associação Iázidi na Alemanha disse em comunicado na segunda-feira que as pessoas em Afrin estão sob ameaça de "grupos jihadistas" operando à sombra da ofensiva turca. Irfan Ortac, presidente do Comitê Central de Iázidis na Alemanha, disse à Associated Press que as aldeias onde Yazidis vivem estão sendo bombardeadas no ar, enquanto outras estão ameaçadas de uma ofensiva terrestre. Ele disse que pelo menos um iázidi foi morto e muitos foram deslocados pela luta (Kansascity)

O que se vê é um membro da OTAN, a Turquia, bombardeando e preparando-se para dar apoio ao ataque dos jihadistas contra minorias religiosas e étnicas indefesas que nunca o atacaram. Já existem relatos mesmo que o país está bombardeando campos de refugiados na Síria. Os EUA e a França expressaram sua oposição, mas talvez seja preciso ir mais longe na defesa da população do norte da Síria (Telegraph). A crise pode forçar os EUA a se envolverem diretamente no conflito (Financial Times).

O irônico é ver que jihadistas do chamado "exército livre da Síria", que haviam sido treinados pelos EUA sob o governo Obama, estão agora aliados com a Turquia e contra os EUA. Mas isso não é novidade. Ano passado, comandos dos EUA tiveram que fugir quando membros "exército livre da Síria" os ameaçaram gritando (Telegraph):
"Cristãos e americanos não têm lugar entre nós", grita um homem no vídeo. "Eles querem travar uma guerra cruzada para ocupar a Síria".
Erdogan sonha em reerguer o Império Otomano. Nada mais natural do que tentar ocupar áreas da Síria, um antiga província deste império.






sábado, 20 de janeiro de 2018

A DECLARAÇÃO DE PARIS


Uma Europa na qual podemos crer

https://thetrueeurope.eu/
Em maio de 2017, um grupo de estudiosos e intelectuais conservadores se reuniu em Paris. Eles foram reunidos por sua preocupação comum sobre o estado atual da política européia, da cultura, da sociedade e, sobretudo, do estado da mente e da imaginação européias. Através de ilusão e auto-engano e distorção ideológica, a Europa está dissipando sua grande herança civilizadora.
Em vez de simplesmente torcer as mãos com uma ansiedade infrutífera, ou adicionar mais um tomo à ampla literatura que diagnostica "o declínio do Ocidente", os participantes de Paris acreditam ser importante fazer uma afirmação e fazê-lo publicamente. Eles expressaram seu apego à "Europa verdadeira", e fizeram isso com razões que podem ser reconhecidas por todos. Ao fazê-lo, primeiro foi necessário dar uma conta desta verdadeira Europa, que está escondida sob as abstrações da moda da nossa era.
O resultado é "A Europe We Can Believe In". Esta Declaração de Paris é um apelo para uma renovada compreensão e apreciação do verdadeiro gênio da Europa. É um convite para os povos da Europa recuperar ativamente o que é melhor em nossa tradição e construir juntos um futuro pacífico, esperançoso e nobre.
Junte-se a nós nesta afirmação.
7 de outubro de 2017
https://thetrueeurope.eu/a-declaracao-de-paris/

A Europa é o nosso lar.
1. A Europa pertence-nos e nós pertencemos à Europa. Estas terras são o nosso lar, não temos nenhum outro. As razões pelas quais estimamos tanto a Europa superam a nossa capacidade de explicar ou justificar esta lealdade. Trata-se de histórias, esperanças e amores partilhados. De usos e costumes, de períodos de alegria e de dor. De experiências inspiradoras de reconciliação e da promessa de um futuro partilhado. As paisagens e os acontecimentos mais comuns estão carregados de um significado especial – para nós, mas não para outros. O lar é o local onde as coisas nos são totalmente familiares e onde somos sempre reconhecidos, por muito que nos tenhamos afastado. Esta é a Europa genuína, autêntica: a verdadeira Europa. A nossa civilização preciosa e insubstituível.

Uma falsa Europa ameaça-nos.
2. A Europa, em toda a sua riqueza e grandeza, está ameaçada por uma falsa visão de si própria. Esta falsa Europa imagina-se ser o apogeu da nossa civilização, mas ela, na verdade, vai confiscar-nos as nossas pátrias. Essa visão errada remete para exageros e distorções de virtudes que são autenticamente europeias, ao mesmo tempo que demonstra cegueira quanto aos seus próprios vícios. Ao caucionar uma leitura enviesada e caricatural da nossa História, esta falsa Europa transporta consigo, intrinsecamente, infundados preconceitos quanto ao nosso passado. Os seus porta-estandarte são órfãos voluntários, que concebem a sua condição – de apátrida – como uma nobre proeza. Sob este ponto de vista, essa falsa Europa incensa-se a si mesma por ser a precursora de uma comunidade universal, que não é nem comunidade, nem universal.

A falsa Europa é utópica e tirânica.
3. Os partidários dessa falsa Europa estão enfeitiçados pelas superstições de um progresso inevitável. Acreditam que a História está do seu lado, e esta crença torna-os arrogantes e desdenhosos, incapazes de reconhecerem os defeitos do mundo pós-nacional e pós-cultural que estão, obstinadamente, a construir. Para além disto, ignoram as verdadeiras fontes da dignidade humana, que eles mesmos afirmam estimar, aliás como nós. Ignoram e até repudiam as raízes cristãs da Europa. Por outro lado, tomam todo o cuidado para não ofender os muçulmanos que, imaginam, irão adoptar alegremente a sua perspectiva laica, secular e multicultural. Imersa nos seus preconceitos, superstições e ignorância, cega por vãs e pretensiosas visões de um futuro utópico, essa falsa Europa reprime conscientemente toda e qualquer dissidência. Isto é feito, cinicamente, em nome da liberdade e da tolerância.

Devemos proteger a verdadeira Europa.
4. Estamos a chegar a um beco sem saída. A maior ameaça para o futuro da Europa não é o aventureirismo da Rússia nem a imigração muçulmana. A verdadeira Europa está ameaçada pela asfixiante pressão que essa falsa Europa exerce sobre as nossas imaginações. As nossas nações e a nossa cultura partilhada estão a ser esvaziadas por ilusões e enganos sobre o que a Europa é e sobre o que deveria ser. Nós assumimos o compromisso de resistir a esta ameaça ao nosso futuro. Defenderemos, apoiaremos e lutaremos pela Europa genuína, a Europa à qual, verdadeiramente, todos nós pertencemos.

A solidariedade e a lealdade cívicas encorajam a participação activa.
5. A verdadeira Europa espera e encoraja a participação activa no projecto comum de vida, política e cultural. O ideal europeu assenta na solidariedade, baseado no consenso quanto a num corpo de leis que se aplica a todos, mas cujo âmbito de aplicação tem um alcance limitado. Este consenso nem sempre foi conseguido de forma compatível com uma democracia representativa. Contudo, as nossas tradições de fidelidade cívica reflectem um respeito fundamental para com as nossas tradições políticas e culturais, sejam quais forem as suas formas. No passado, os europeus lutaram para tornar os nossos sistemas políticos mais abertos à participação popular, capítulo da nossa História de que nos sentimos justamente orgulhosos. Não obstante o modo como o fizeram, por vezes através da rebelião geral, os europeus afirmaram calorosamente que, não obstante as suas injustiças e os seus fracassos, as tradições dos povos deste continente são as nossas. Esta dedicação reformista faz da Europa um lugar que procura, incessantemente, mais e mais justiça. Este espírito de progresso advém do nosso amor e da nossa lealdade para com as nossas pátrias.

Não somos sujeitos passivos.
6. Um espírito de unidade europeu permite-nos confiar nos demais no espaço público, mesmo quando não nos conhecemos. Os parques públicos, as praças e as amplas avenidas das cidades e metrópoles europeias expressam o espírito político europeu: nós partilhamos a nossa vida comum e a res publica. Nós assumimos o princípio de que é nosso dever responsabilizarmo-nos pelo futuro das nossas sociedades. Não somos sujeitos passivos, sob o domínio de poderes despóticos, sejam eles religiosos ou laicos. Também não estamos impotentes perante forças implacáveis da História. Ser europeu significa possuir um poder político e histórico. Nós somos os autores do nosso destino partilhado.

O Estado-nação é a marca identitária da Europa.
7. A verdadeira Europa é uma comunidade de nações. Temos as nossas próprias línguas, tradições e fronteiras. Contudo, sempre reconhecemos afinidade uns pelos outros, mesmo quando estivemos em desacordo ou até em guerra. Esta unidade-na-diversidade parece-nos natural. No entanto, esta afinidade é notável e preciosa, porque não é natural nem inevitável. A tradução política mais comum de unidade-na-diversidade é o império, que os reis guerreiros europeus tentaram recriar, após a queda do Império Romano. O fascínio pela forma imperial perdurou, mas o modelo de Estado-nação prevaleceu, como forma política que une povo e soberania. O Estado-nação tornou-se, desde então, a marca identitária da civilização europeia.

Não defendemos uma unidade forçada ou imposta.
8. Uma comunidade nacional orgulha-se de se governar a si própria. Exalta frequentemente as suas grandes proezas nacionais nas artes e nas ciências e compete com as outras nações, por vezes no campo de batalha. Isto causou danos à Europa, por vezes graves, mas nunca comprometeu a nossa unidade cultural. De facto, podemos constatar o contrário. À medida que os Estados-nação da Europa se estabeleceram e de modo tão distinto, uma identidade comum europeia consolidou-se e se fez mais forte. Na sequência da terrível carnificina resultante das guerras mundiais da primeira parte do século XX, emergimos ainda mais determinados em honrar a nossa herança comum. Tal, testemunha a profundidade e o poder da Europa como civilização, que é cosmopolita, no sentido apropriado. Nós não pretendemos uma unidade de império forçada ou imposta. Pelo contrário, o cosmopolitismo europeu reconhece que o amor patriótico e a lealdade cívica conduzem a um horizonte mais amplo.

O Cristianismo fomentou a unidade cultural.
9. A verdadeira Europa foi moldada pelo Cristianismo. O império espiritual universal da Igreja trouxe uma unidade cultural à Europa, sem se transformar num império político. Isto permitiu o florescimento de lealdades cívicas no seio de uma cultura europeia partilhada. A autonomia do que designamos por sociedade civil tornou-se uma característica fundamental da vida europeia. Mais, o Evangelho cristão não determina um sistema completo de leis de origem divina, pelo que a diversidade das leis seculares das nações pode ser proclamada e honrada, sem colocar em causa a nossa unidade europeia. Não foi por mero acaso que o declínio da fé cristã na Europa foi acompanhado por renovados esforços para estabelecer uma unidade política, um império de dinheiro e de burocracia, coberto de sentimentos de um universalismo pseudo-religioso, que está a ser construído pela União Europeia.

As raízes cristãs nutrem a Europa.
10. A verdadeira Europa afirma a igual dignidade de cada indivíduo, qualquer que seja o seu sexo, o seu estatuto ou a sua raça. Tal advém igualmente das nossas raízes cristãs. As nossas serenas virtudes estão inegavelmente vinculadas à nossa herança cristã: imparcialidade, compaixão, misericórdia, reconciliação, luta pela manutenção da paz, caridade. O cristianismo revolucionou a relação entre o homem e a mulher, valorizando o amor e a fidelidade recíprocos, de uma forma jamais vista até então. Os laços do casamento permitem ao homem e à mulher florescerem, em comunhão. A maior parte dos sacrifícios que fazemos são-no em benefício do nosso cônjuge e dos nossos filhos. Este espírito de abnegação constitui igualmente uma contribuição cristã para a Europa que amamos.

As raízes clássicas encorajam a excelência.
11. A verdadeira Europa inspira-se igualmente na tradição clássica. Reconhecemo-nos na literatura da antiga Grécia e de Roma. Enquanto europeus, lutamos pela grandiosidade, a coroa das virtudes clássicas. Ocasionalmente, isto conduziu a uma violenta competição pela supremacia. Nos melhores momentos, esta aspiração à excelência inspirou os homens e as mulheres da Europa a criar obras-primas musicais e artísticas de uma inexcedível beleza e a realizar extraordinários avanços na ciência e na tecnologia. As serenas virtudes dos Romanos, senhores de si mesmos, o orgulho na participação cívica e o espírito de reflexão filosófica dos Gregos nunca foram esquecidos na verdadeira Europa. Este legado é, igualmente, nosso.

A Europa é um projecto partilhado.
12. A verdadeira Europa nunca foi perfeita. Os partidários da falsa Europa não estão errados quando advogam o desenvolvimento e as reformas. Muito já foi realizado, desde 1945 e 1989, que devemos prezar e honrar. A nossa vida partilhada é um projecto em curso, não uma herança fossilizada. No entanto, o futuro da Europa depende de uma lealdade renovada às melhores das nossas tradições. Não sobre um universalismo espúrio que exige o esquecimento e o ódio a si mesma. A Europa não começou com as Luzes. As nossas pátrias bem-amadas não se realizarão com a União Europeia. A Europa verdadeira é e será sempre uma comunidade de nações independentes, por vezes ferozmente isoladas e, no entanto, unidas por um legado espiritual que, em conjunto, debatemos, desenvolvemos, partilhamos e amamos.

Estamos a perder o nosso lar.
13. A Europa verdadeira está em perigo. Os méritos da realização da soberania popular, da resistência ao império, da assunção de um cosmopolitismo capaz de amor cívico, da concepção cristã de uma vida humana e digna e de um vínculo vivo com o nosso legado clássico – tudo isto se está a desvanecer. Enquanto os partidários da falsa Europa constroem a sua falsa Cristandade dos direitos humanos universais, estamos paulatinamente a perder o nosso lar.

Prevalece uma falsa liberdade.
14. A falsa Europa enaltece-se por um empenho sem precedentes a favor da causa da liberdade humana. Esta liberdade é, contudo, muito sectária. Apresenta-se como libertação de todos os constrangimentos: a liberdade sexual, a liberdade de expressão individual e a liberdade de “ser si próprio”. A geração de 1968 considera estas liberdades como preciosas vitórias sobre um regime cultural todo-poderoso e opressivo. Consideram-se grandes libertadores, sendo as suas transgressões aclamadas como nobres proezas morais, pelas quais o mundo inteiro deverá sentir-se grato.

O individualismo, o isolamento e a ociosidade estão amplamente difundidos.
15. Para as mais jovens gerações europeias, a realidade é, contudo, muito menos bela. O hedonismo libertino conduz frequentemente ao tédio e ao profundo sentimento de inutilidade. O vínculo matrimonial foi enfraquecido. No turbilhão da liberdade sexual, os desejos mais profundos dos nossos jovens – de se casarem e constituírem as suas famílias – são amiúde frustrados. Uma liberdade, que frustra os mais profundos desejos do coração humano, transforma-se numa maldição. As nossas sociedades parecem sucumbir ao individualismo, ao isolamento, à ociosidade e à falta de um propósito. Em vez de sermos livres, estamos condenados à conformidade vazia de uma cultura guiada pelo consumismo e pelos meios de comunicação social. Cumpre-nos o dever de dizer a verdade: a geração de 1968 destruiu, mas nada construiu. Criou um vazio que hoje em dia é preenchido pelas redes sociais, um turismo massificado e a pornografia.

Somos regulados e geridos.
16. Ao mesmo tempo que ouvimos elogios a uma liberdade sem precedentes, a vida europeia torna-se cada vez mais regulamentada. Estas regras – muitas vezes concebidas por tecnocratas sem rosto, ao serviço de poderosos interesses – governam as nossas relações profissionais, as nossas decisões de negócios, as nossas qualificações educativas, os nossos meios de informação e de entretenimento. Agora, a Europa procura restringir a liberdade de expressão, uma liberdade genuinamente europeia – a manifestação da liberdade de consciência. Os alvos destas restrições não são a obscenidade nem os ataques contra a decência na vida pública. Em vez disso, a classe dirigente europeia procura restringir, manifestamente, a liberdade de expressão política. Os líderes políticos que dão voz a verdades inconvenientes sobre o Islão ou a imigração são atirados para a barra dos tribunais. A correcção política impõe tabus tão fortes que impedem qualquer desafio crítico ao status quo. Esta falsa Europa não encoraja verdadeiramente uma cultura de liberdade. Ela promove uma cultura de homogeneização ditada pelo mercado e um conformismo imposto pela política.

O multiculturalismo não funciona.
17. Esta falsa Europa congratula-se pelo seu empenho, sem precedente, em favor da causa da igualdade. Afirma promover a não discriminação e a inclusão de todas as raças, religiões e identidades. Neste domínio, houve um verdadeiro progresso, mas um utópico afastamento da realidade acabou por se impor. Ao longo da geração anterior, a Europa perseguiu um grande projecto multiculturalista. Exigir ou sequer encorajar a assimilação de muçulmanos, recém-chegados, aos nossos usos e costumes, para não falar da nossa religião, foi considerado como uma enorme injustiça. O nosso compromisso com a igualdade, dizem-nos, exige a renúncia a qualquer pretensão de que a nossa cultura seja tida como superior. Paradoxalmente, o empreendimento multiculturalista europeu, que nega as raízes cristãs da Europa, utiliza abusivamente o ideal cristão de caridade universal, de uma forma exagerada e insustentável. Exige dos europeus um grau de abnegação digno da santidade. Denunciamos a colonização das nossas pátrias e o desaparecimento da nossa cultura como a maior concretização do século XXI, um acto colectivo de auto-sacrifício, em favor do advento de uma suposta nova comunidade global de paz e prosperidade.

A má-fé aumenta.
18. Existe uma grande má-fé neste tipo de raciocínio. A maior parte daqueles que nos governam consideram, sem dúvida, a superioridade da cultura europeia, mas recusam que tal seja afirmado publicamente de modo que possa ofender os imigrantes. Perante a superioridade da cultura europeia, pensam que a assimilação se fará de maneira natural e rápida. Como um eco do pensamento imperialista de outrora, as classes governantes europeias, ironicamente, presumem que, de algum modo, pelas leis da natureza ou da História, “eles” se irão, inevitavelmente, tornar-se como “nós”, sendo inconcebível pensar que o inverso possa acontecer. Entretanto, o multiculturalismo oficial já se instalou como um instrumento terapêutico para gerir as infelizes mas “temporárias” tensões culturais.

A tirania tecnocrática aumenta.
19. Existe uma má-fé ainda mais presente e mais sombria em acção. Ao longo da última geração, um número cada vez maior de membros da nossa classe dirigente decidiu que os seus próprios interesses seriam favorecidos por uma acelerada mundialização. Desejam criar instituições supranacionais que sejam capazes de controlar, sem os inconvenientes da soberania popular. Torna-se cada vez mais claro que o “défice democrático” no seio das instituições europeias não resulta simplesmente um problema técnico, que deva ser resolvido por meios técnicos, mas de um compromisso fundamental, defendido com zelo. Legitimados por uma suposta “necessidade económica” ou pelas exigências de desenvolvimento autónomo de legislação internacional de direitos do homem, que escapa a qualquer controlo, os mandarins supranacionais da União Europeia confiscam a vida política da Europa, respondendo a todos os que os questionam com uma resposta tecnocrática: Não há alternativa. Esta é a suave, mas crescentemente real, tirania com que nos confrontamos.

A falsa Europa é frágil e impotente.
20. A arrogância desta falsa Europa está a tornar-se cada vez mais evidente, apesar dos grandes esforços dos seus partidários para manter ilusões confortáveis. Acima de tudo, esta falsa Europa revelou-se ser muito mais fraca do que toda a gente imaginava. Os entretenimentos populares e o consumo material não sustentam a vida cívica. Privadas de ideais superiores e desencorajadas, pela ideologia multiculturalista, de toda a expressão de orgulho patriótico, as nossas sociedades têm dificuldade de gerar vontade de se defenderem. Mais ainda, nem uma retórica inclusiva, nem um sistema económico impessoal dominado por grandes corporações internacionais conseguirão renovar a confiança cívica e a coesão social. Novamente, devemos ser francos: as sociedades europeias estão a desagregar-se. Basta abrir os olhos para ver uma utilização inédita do poder do Estado, da engenharia social e da doutrinação no sistema educativo. Não é apenas o terror islâmico que traz para as nossas ruas soldados fortemente armados. A polícia antimotim é doravante necessária para reprimir grupos de protesto e até para gerir multidões embriagadas de adeptos de clubes de futebol. O fanatismo das lealdades futebolísticas é um sinal desesperado da profunda necessidade humana de solidariedade, uma necessidade que, de outro modo, permanece por satisfazer nesta falsa Europa.

Uma cultura da repúdio instalou-se.
21. As classes intelectuais europeias estão, infelizmente, entre os primeiros partidários ideológicos da arrogância desta falsa Europa. As universidades são, sem dúvida alguma, uma das glórias da civilização europeia. Onde outrora se procurava transmitir a cada nova geração a sabedoria dos séculos passados, hoje, na maioria das universidades, o pensamento crítico consiste na simplista rejeição do passado. Um ponto de referência essencial do pensamento europeu foi a rigorosa disciplina da honestidade intelectual e da busca da objectividade. No entanto, ao longo das duas últimas gerações, esse nobre ideal foi transformado. O ascetismo, que antigamente visava libertar o espírito da tirania da opinião dominante, deu lugar a uma complacente e irreflectida animosidade contra tudo o que é nosso. Esta posição de repúdio cultural permite, de forma simples e sem esforço, ser “crítico”. Ao longo da última geração, isto foi repetido nas aulas e nas conferências, a ponto de se tornar uma doutrina, um dogma. Professar este novo credo permite ser acolhido templo dos “iluminados”, ao mesmo tempo que constitui um sinal de elevação espiritual. Por consequência, as nossas universidades tornaram-se agentes activos da destruição cultural em curso.

As elites arrogantes fazem ostentação das suas virtudes.
22. As nossas classes governantes ampliam os direitos humanos. Trabalham para combater as alterações climáticas. Estão a construir uma economia de mercado mais integrada globalmente e harmonizam as políticas fiscais. Supervisionam os movimentos com vista à igualdade de géneros. Fazem tanto por nós! Que importam os expedientes que utilizaram para ocuparam os cargos que ocupam? Que importa se os povos europeus se tornam cada vez mais cépticos relativamente à sua administração?

Uma alternativa é possível.
23. Este crescente cepticismo é plenamente justificado. Hoje, a Europa está dominada por um materialismo sem finalidade, que parece ser incapaz de motivar os homens e as mulheres a terem filhos, constituírem família. Uma cultura de repúdio privará as próximas gerações do seu sentido de identidade. Alguns dos nossos países possuem regiões onde os muçulmanos vivem numa autonomia informal em relação às leis locais, como se fossem colonizadores e não como compatriotas. O individualismo isola-nos uns dos outros. A mundialização transforma as perspectivas de vida de milhões de pessoas. Quando são postas em causa, as nossas classes governantes afirmam que se limitam a fazer o que lhes é possível para se adaptarem ao inevitável, ajustando-se às necessidades implacáveis. Não existe outro caminho e é irracional resistir. Não há alternativa. Os que se opõem a esta fatalidade são acusados de sofrer de nostalgia, pelo que merecem a condenação moral, como racistas ou fascistas. À medida que as divisões sociais e a falta de confiança nas instituições se tornam cada vez mais visíveis, a vida política europeia vai-se tornando cada vez mais marcada pela cólera e pelo rancor, e ninguém sabe ao que tudo isto nos conduzirá. Não devemos continuar por este caminho. Devemos rejeitar a tirania da falsa Europa. Uma alternativa é possível.

Devemos repudiar a pseudo-religião.
24. O trabalho de renovação começa com uma reflexão teológica. O universalismo e as pretensões universalistas desta falsa Europa revelam estarmos perante um empreendimento pseudo-religioso, dotado do seu próprio credo e os seus anátemas. Este é um ópio poderoso que paralisa a Europa enquanto corpo político. Devemos insistir no facto de que as aspirações religiosas são do domínio da religião e não do domínio da política, e, ainda menos, do da administração burocrática. A fim de recuperarmos a nossa capacidade de acção política e histórica, é imperativo, de novo, secularizar a vida política europeia.

Devemos restaurar um verdadeiro liberalismo.
25. Isto exige-nos renunciar à linguagem falaciosa que evita a responsabilidade e fomenta a manipulação ideológica. O discurso da diversidade, da inclusão e do multiculturalismo está vazio. Muitas vezes, esta linguagem é utilizada de modo a fazer passar fracassos por sucessos: a dissolução da solidariedade social seria “na realidade” considerado um sinal de acolhimento, de tolerância e de inclusão. Isto é linguagem de marketing, uma linguagem que tem por finalidade obscurecer a realidade, ao invés de esclarecer. Devemos recuperar um respeito permanente pela realidade. A linguagem é um instrumento delicado e pode ser corrompida quando é usada como uma arma. Devemos ser promotores do decoro e da decência linguística. O recurso à denúncia é o sinal da decadência do nosso tempo. Não devemos aceitar a intimidação verbal e muito menos por ameaças de morte. Devemos proteger os que falam de forma razoável, mesmo que não concordemos com a sua opinião. O futuro da Europa deverá ser liberal, na melhor acepção do termo, o que significa o compromisso com um intenso debate público, livre de toda a ameaça e violência e de coerção.

Precisamos de estadistas responsáveis.
26. Quebrar o encantamento da falsa Europa e da sua utópica cruzada pseudo‑religiosa por um mundo sem fronteiras significa encorajar um novo sentido político e um novo tipo de estadista. Um bom líder político está ao serviço do bem-comum de um povo. Um bom estadista considera a nossa herança europeia partilhada e as nossas tradições nacionais particulares como magníficas e vivificantes, mas também como dons frágeis. Não rejeita esta herança e não arrisca perdê-la, perseguindo sonhos utópicos. Tais líderes desejam sinceramente as honras concedidas pelo seu próprio povo, não procurando a aprovação da “comunidade internacional”, que mais não é do que um instrumento de relações públicas de uma oligarquia.

Devemos renovar a unidade nacional e a solidariedade.
27. Reconhecendo o carácter particular das nações europeias, bem como a sua indelével marca cristã, não devemos deixar-nos enredar nas falsas afirmações dos multiculturalistas. Uma imigração sem assimilação é uma colonização, e esta deve ser rejeitada. Esperamos legitimamente que aqueles que emigram para as nossas terras se integrem nas nossas nações, adoptando a nossa forma de vida, os nossos usos e costumes. Esta expectativa deve ser sustentada por políticas consistentes. A linguagem do multiculturalismo foi importada da América. O grande período de emigração para os Estados Unidos da América surgiu no início do século XX, num período de crescimento económico extraordinariamente rápido, num país que não tinha virtualmente um Estado-providência, mas com um sentido de identidade nacional muito pronunciado, que os imigrantes eram chamados a assimilar. Depois de ter admitido um número considerável de imigrantes, os Estados Unidos fecharam quase completamente as suas portas durante quase duas gerações. A Europa deveria aprender com essa experiência americana, em vez de adoptar ideologias contemporâneas dos Estados Unidos. Essa experiência sublinha o facto de que o trabalho é um poderoso motor de assimilação, que uma política social generosa pode impedi-la e que uma liderança política prudente, por vezes, pode obrigar a reduções na imigração, mesmo que drasticamente. Não devemos permitir que a ideologia multiculturalista deforme o juízo político sobre como melhor servir o bem-comum, o que requer comunidades nacionais com suficiente unidade e solidariedade para reconhecerem o seu próprio bem como bem-comum.

Só os impérios são multiculturais.
28. Após a segunda guerra mundial, a Europa ocidental soube fazer crescer vigorosas democracias. Depois da queda do império da União Soviética, as nações da Europa central restauraram a vitalidade das suas instituições cívicas. Estes são algumas das mais preciosas proezas da Europa. Serão perdidas se não abordarmos as questões da imigração e da alteração demográfica das nossas nações. Só os impérios são multiculturais, que é no que se tornará a União Europeia se não conseguirmos consagrar a renovação da solidariedade e da unidade cívica como critérios para avaliação das políticas de imigração e as estratégias para a sua assimilação.

Uma adequada hierarquia contribui para o bem-estar social.
29. Muitos pensam erradamente que a Europa está a ser agitada apenas pela controvérsia em torno questão da imigração. Na verdade, esta é apenas uma dimensão da erosão social geral que deve ser revertida. Devemos recuperar a dignidade de certos papéis na sociedade. Os pais, os educadores e professores têm o dever de formar aqueles que se encontram sob a sua responsabilidade. Devemos resistir ao culto da especialização em detrimento da sabedoria, do tacto e da busca de uma vida culta. Não poderá haver renovação da Europa sem a determinada rejeição de um igualitarismo exagerado e da redução da sabedoria ao conhecimento técnico. Reconhecemos os êxitos políticos da era moderna. Cada homem e mulher deve ter igualdade de voto. Os direitos fundamentais devem ser protegidos. Contudo, uma democracia sã requer hierarquias sociais e culturais que encorajem a busca da excelência e que honrem aqueles que servem o bem-comum. Devemos restaurar um sentido de grandeza espiritual e honrá-lo conforme lhe é devido, de modo que a nossa civilização possa contrariar o crescente poder que advém, actualmente, quer da mera riqueza material, quer do vulgar entretenimento.

Devemos restaurar a nossa cultura moral.
30. A dignidade humana está para além do direito de não ser importunado e das doutrinas internacionais dos direitos do homem, que não esgotam as exigências de justiça e, ainda menos, as do bem. A Europa deve reencontrar um novo consenso sobre a cultura moral, de modo que os povos possam ser orientados para uma vida mais virtuosa. Não devemos permitir que uma falsa concepção da liberdade impeça o uso prudente da lei para prevenir o vício. Devemos ser indulgentes para com a fraqueza humana, mas a Europa não pode crescer e desenvolver-se sem a restauração de uma aspiração comum a uma conduta elevada e à excelência humana. Uma cultura que promove a dignidade decorre da decência e da assunção dos deveres de cada um, em cada fase da vida. Devemos renovar o mútuo respeito entre as classes sociais, que é característico de uma sociedade que valoriza as contribuições de todos.

A Educação necessita uma reforma.
31. Ao mesmo tempo que reconhecemos os aspectos positivos da economia de mercado, devemos resistir às ideologias que procuram organizar toda a sociedade a partir da lógica de mercado. Não podemos permitir que tudo esteja à venda. Mercados prósperos exigem o primado da lei, não devendo as leis limitar-se a assegurar simplesmente a eficiência económica. Os mercados funcionam melhor quando estão enquadrados por instituições sociais robustas, organizadas segundo os seus próprios princípios, distintos dos da lógica de mercado. O crescimento económico, embora benéfico, não corresponde ao bem mais elevado. Os mercados devem ser orientados para fins sociais. Actualmente, o gigantismo empresarial ameaça até a soberania política. As nações devem cooperar para dominar a arrogância e a indiferença das forças económicas globais. Defendemos o uso prudente do poder governamental para prosseguir bens sociais não-económicos.

Os mercados devem ser ordenados em vista de finalidades sociais.
32. Cremos que a Europa tem uma história e uma cultura dignas de serem conservadas e mantidas. As nossas universidades, no entanto, têm amiúde traído a nossa herança cultural. Devemos reformar os programas educativos para encorajar a transmissão da nossa cultura comum em vez de doutrinar os mais jovens para uma cultura de repúdio. Os professores e os tutores a todos os níveis têm um dever para com a memória histórica. Deveriam sentir-se orgulhosos da sua função enquanto ponte entre as gerações do passado e as gerações vindouras. Devemos renovar a alta-cultura da Europa, definindo o sublime e o belo como padrão, rejeitando a degeneração das artes numa forma de propaganda política. Isto requerer o surgimento de uma nova geração de mecenas. As empresas e as burocracias têm-se mostrado pobres patronos das artes.

O casamento e as famílias são essenciais.
33. O casamento é o fundamento da sociedade civil e constitui a base da harmonia entre os homens e as mulheres. Trata-se de um vínculo íntimo organizado em torno da manutenção de um lar durável e da criação dos filhos. Afirmamos que os nossos papéis mais fundamentais em sociedade enquanto seres humanos são os de pais e de mães. O casamento e os filhos estão intrinsecamente ligados a toda a concepção e desenvolvimento pleno do ser humano. Os filhos exigem o sacrifício daqueles que os fazem vir ao mundo. Este sacrifício é nobre e deve ser honrado. Apoiamos políticas sociais prudentes que encorajam e reforçam o casamento, os nascimentos e a educação infantil. Uma sociedade que fracassa no acolhimento dos seus próprios filhos não tem futuro.

O populismo deve ser rectificado.
34. Existe uma grande ansiedade na Europa, actualmente, a respeito da ascensão do chamado “populismo” – apesar deste termo nunca ser verdadeiramente definido, e ser utilizado sobretudo como uma injúria. Temos as nossas reservas em relação a este fenómeno. A Europa deve apelar à sabedoria das suas tradições, em vez de confiar em slogans ou com apelos emotivos à divisão. Mesmo assim, não deixamos de considerar que este fenómeno pode representar uma rebelião saudável contra a tirania da falsa Europa, que apelida de “anti-democrática” toda e qualquer ameaça ao seu monopólio de legitimidade moral. O assim denominado “populismo” questiona a ditadura do status quo, o “fanatismo do centro”, e fá-lo legitimamente. Constitui um grande sinal de que, mesmo no meio da nossa cultura política degradada e empobrecida, a capacidade de acção histórica dos povos europeus pode renascer.

O nosso futuro é a verdadeira Europa.
35. Rejeitamos a falsa afirmação segundo a qual não existe alternativa responsável à solidariedade artificial e sem alma de um mercado unificado, de uma burocracia transnacional e de um entretenimento superficial. O “pão e circo” não suficientes. A alternativa responsável é a verdadeira Europa.

Devemos assumir as nossas responsabilidades.
36. Neste momento, pedimos que todos os europeus se unam a nós, na rejeição da utópica fantasia de um mundo multicultural sem fronteiras. Amamos, na justa medida, as nossas pátrias e procuramos transmitir aos nossos filhos todas as coisas nobres que recebemos como património nosso. Enquanto europeus, partilhamos também uma herança comum, uma herança que nos pede que vivamos em paz como uma Europa das nações. Renovemos a soberania nacional, recuperemos a dignidade de uma responsabilidade política partilhada para o bem e o futuro da Europa.

Phillipe Bénéton (France)
Remi Brague (France)
Chantal Delsol (France)
Roman Joch (Česko)
Andras Lanczi (Magyarország)
Ryszard Legutko (Polska)
Pierre Manent (France)
Janne Haaland Matlary (Norge)
Dalmacio Negro Pavón (España)
Roger Scruton (United Kingdom)
Robert Spaemann (Deutschland)
Bart Jan Spruyt (Nederland)
Matthias Storme (België)

Ilustração: Europa em 1235